Meu desejo era de escrever um texto
Mas não sei se teria o mesmo êxodo,
Hoje ter a palavra ou mão livre é complicado
Por isso vou gozar do eu poético,
Quem dirá o publicitário,
Vira, mexe, remexe, copia, cola, coloca para rodar,
Então vem pai, vem mãe, dizendo que isso é impróprio
Para o doce filho deles que só passa o dia no escritório,
Sim! Rodeado de tecnologia, ipad, iphone e netflix,
Ou melhor, galinha pintadinha
Mas sem muito esmero, carinho ou amor próprio
Complicado é educar, mas é fácil cobrar
Da escola, da TV, do governo, ou do comercial
Não sei você, mas já viu o que ta passando na novela das nove?
Pois é, pois é, preferia quando só Chiquinha dizia isso,
E agora o que será de nós? Nem Chapolin pode ajudar
Talvez eu poético pode
Ãnico meio que não vi silenciar
Vamos aproveitar, enquanto há tempo de gozar
Pois se até da poesia formos privados
Quem dirá a privada
Que nem merda ela pode mais dizer
Em horário nobre,
Mas bunda, divorcio e comemorar ele
Isso pode, pois aliás, pai e mãe não tem mais tempo
Para educar pra vida, já que tem telinha
Que passa vida, ela deve saber educar melhor
Que a vovó Palmirinha.
Mas fica tranquilo, não, não é sua culpa
à nossa.
Source: Midia Publicitaria
Agora um poema

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