By Thais Lopes
Somos cerca de 7,2 bilhões de pessoas no mundo. âMas, e daÃâ?
Somos criados a olhar para o próprio nariz. A olhar sempre em frente. A ignorar os problemas alheios â desde que isso não interfira em nossa vida -. A olhar os meios digitais e suas telas piscantes. A viver no individualismo. A escorraçar o que é diferente. E ligar o fo-da-se se você não me acrescenta em nada e mora em uma calçada qualquer.
A iniciativa do projeto, Humanos de SP, surgiu inspirada no projeto Humans of New York do fotógrafo americano Brandon Stanton, que libertou uma âpulga atrás da orelhaâ na Paula Simões e no Rodrigo Quartarone, que são os fundadores do projeto aqui no Brasil.
A abordagem aos entrevistados se dá nas pessoas que se mostram sem pressa e calmas. Sem restrições quanto ao local, podendo ser tanto um parque, quanto algum bairro ou estação, eles saem a procura de novas histórias. Quando a pessoa não quer liberar a sua imagem e a história é super bacana, são âclicadas’ fotos que remetam a pessoa e tenham a ver com a história. E se você imagina que sentem receio ao ser um entrevistado, está um pouco enganado. O receio é bem maior, quando é citado o facebook como divulgação.
E a carismática dupla não pensa em parar por aqui, eles pensam em transformar o projeto em algo maior e talvez até em publicações. Mas o objetivo atual deles é: âCada vez mais crescer e poder contar à s pessoas que existe uma iniciativa dessas na cidade querendo mostrar que a pessoa ao seu lado não é um estranho qualquer.â
E se você está se perguntando o que eles buscam ao sair pela Av. Paulista em busca de histórias, de sorrisos e de pessoas, a resposta é simples: âPrecisamos de mais amor. Amor no sentindo mais amplo possÃvel da palavra. Precisamos amar o ambiente em que estamos envolvidos e apreciar tudo que ele tem a nos oferecer. Humanos de São Paulo nasceu pra impulsionar esse amor que nós percebemos que existem nas pessoas, mas que está encoberto pelo medo de se expor.â
Confira algumas dessas emocionantes histórias:
âEu tive um namorado com 14 anos, ficamos juntos dois anos. Aà quando eu estava com 63 ele me procurou. Nós nos vimos e ele contou que estava casado, isso foi uma decepção tremenda. Por que ele veio me procurar? Entendo que foi curiosidade e tudo bem, mas não precisava fazer isso. Poxa, 49 anos depois. Eu sabia que ele tinha se separado da primeira mulher, mas não sabia que ele tinha se casado de novo. Quando ele falou eu quase morri de dor no coração. Sabe o que é interessante? Não tem idade. Você pensa que velha não vai mais sofrer com essas coisas, mas sofre igualzinho. à horrÃvel. Acho que até pior.â
âEu gosto de dar uma oportunidade para as pessoas. Ãs vezes chega gente aqui pedindo uma chance, que acabou de se formar no curso e eu aceito a pessoa. Hoje ela pode não saber muito, mas daqui uns anos, depois de treinada, vai ser muito boa. Foi com uma oportunidade dessas que eu consegui estar aqui.â
âVocê canta? Nossa, canta pra gente!â
âNão, não, eu tenho vergonha. Tem gente que demorou 17 anos para saber que eu canto.â
Ela cantou e foi lindo.
Lembre-se sempre, os humanos não estão apenas em SP. <3
Visite o site do projeto: http://goo.gl/6YJyPP
E conheça a fanpage: http://goo.gl/k95vmH
Source: Midia Publicitaria
O amor que transcende as ruas â Humanos de SP



Nenhum comentário:
Postar um comentário