O pré-candidato do PSDB à presidência Aécio Neves foi sabatinado por representantes de cinco dos principais setores da economia nacional, na manhã desta segunda-feira 2 de junho, durante o evento Café da Manhã Estadão Corpora.
Promovido pela Corpora Reputação Corporativa e o jornal O Estado de S.Paulo, o encontro aconteceu em São Paulo e contou com análises setoriais e perguntas para Aécio Neves feitas por Gabriel Rico, presidente da Amcham; Adriano Pires, professor da UFRJ e presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura; Flávio Rocha, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) e da Riachuelo; Gustavo Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira; e Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Com o anúncio na sexta-feira do baixo crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2014, Aécio concentrou boa parte de suas as críticas à atuação do governo Dilma na economia, ressaltando especificamente a ausência de políticas de parcerias com o setor privado – que, sob o seu ponto de vista, teriam sido “demonizadas” ao longo da última década.
“Isso é jogar contra o próprio patrimônio”, avaliou, antes de revelar que pretende começar a divulgar em agosto alguns nomes que, em caso de vitória nas eleições de outubro, farão parte de seu governo.
Em relação à opção dos governos Lula e Dilma pelo consumo como motor do desenvolvimento econômico, o pré-candidato do PSDB elogiou a estratégia, que considerou adequada para as circunstâncias, mas criticou a falta de investimentos nos setores produtivos que sustentassem o crescimento por mais tempo. “O consumo só será vigoroso por um longo período se o problema da oferta for solucionado na outra ponta”, afirmou.
Dentro da série Café da Manhã Estadão Corpora, o pré-candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, foi sabatinado na semana passada. A presidente Dilma Rousseff, pré-candidata à reeleição pelo PT, também foi convidada, mas informou, por meio de sua assessoria, que não poderá participar.
Aécio Neves foi sabatinado por representantes de cinco dos mais importantes setores da economia nacional
Crédito: Arthur Nobre
Faltam parcerias com o setor privado, diz Aécio
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