Lá vou eu, parar algo que deveria fazer, para escrever mais um post. Mas não adianta quando estou com uma ideia na cabeça, tenho que colocar “papel”.
Uma coisa que podemos tirar dessa semana ou final de semana que passou é que: existem duas formas de dizer às mulheres que elas são bonitas, um delas é a lá Avon e outra a lá Dove.
Se você não sabe do que estou falando, segue a abaixo os comerciais que foram soltados recentemente, por ambas “industrias da beleza”:
As duas tem abordagens bem distintas, a Avon procura chamar atenção por meio do espanto, choque de palavras ou “verdades.” O que repercutiu de forma negativa dentre as internautas. Entretanto, lendo algumas opiniões, tem desde aquelas que nem ligaram e ainda disseram que nem sentiram atraídas em experimentar o produto, outras que apoiaram a iniciativa, e que fez um embate que a mulher, mesmo que falando tudo aquilo sabe que é “gostosa.” Outras claro, apedrejaram a campanha falando até, em boicotar Avon – a grande maioria no caso.
A minha opinião sobre o comercial da Avon é a mesma do caso Rafinha Bastos x Wanessa Camargo. Foram infelizes. Entretanto, tenho que comentar que hoje vivemos num tempo onde tudo é preconceito, afronta, bullying e blá blá blá. Isso me irrita, concordo, a campanha foi infeliz na forma de abordar, claro, mas mulheres me corrijam se estou errado, ou vocês não ficam falando o quanto estão gordas, feias, acabadas, descabeladas, e mais “adas”, “as” por aí vai. Não me diga que isso é só culpa da Mídia ou da Moda, pois vocês podem mudar esse cenário e sabem disso. Ou seja, será que não foi um choque para todas essas mulheres, o quanto vem sendo duras consigo mesmas?
E é isso que o comercial da Dove, propõem às mulheres. O comercial dela, lembra mais um documentário, inicia com uma das voluntárias falando sobre o experimento, depois entra com uma pesquisadora, de preferencia que fale inglês, esteja trabalhando em um grande centro universitário, falando sobre seus anos e anos de pesquisa sobre mulheres, e fica intercalando entre isso, contado o quanto a auto estima delas foi melhorando ao decorrer dos dias, ao utilizar o “adesivo da beleza”, até que, você fica espantando junto com as voluntárias, descobre que aquilo não passava de um falso placebo.
É o ápice, “bom!”, clímax, do comercial, onde até eu como homem, fiquei surpreso, entretanto mais com o fato de: cara uma “industria de cosméticos/beleza” está falando para as mulheres serem menos injustas consigo mesmas, e gostarem mais de si, mostrando que elas não precisam de cosméticos para ficarem lindas, mas de amor próprio.
Achei do caralho – não vou censurar, pois foi mesmo. Não apenas um dos comerciais, os dois, pois de formas diferentes, abordagens diferentes, elas afrontam esse paradoxo feminino. Faz uma quebra de cultura, de costumes e acredito que muitas mulheres depois de assistirem, se perguntam: preciso ser tão dura assim comigo?
Como você está linda!




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