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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Agora um poema

By Gabriel Montagnoli

POema01


Meu desejo era de escrever um texto

Mas não sei se teria o mesmo êxodo,

Hoje ter a palavra ou mão livre é complicado

Por isso vou gozar do eu poético,

Quem dirá o publicitário,


Vira, mexe, remexe, copia, cola, coloca para rodar,

Então vem pai, vem mãe, dizendo que isso é impróprio

Para o doce filho deles que só passa o dia no escritório,

Sim! Rodeado de tecnologia, ipad, iphone e netflix,

Ou melhor, galinha pintadinha


Mas sem muito esmero, carinho ou amor próprio

Complicado é educar, mas é fácil cobrar

Da escola, da TV, do governo, ou do comercial

Não sei você, mas já viu o que ta passando na novela das nove?

Pois é, pois é, preferia quando só Chiquinha dizia isso,

E agora o que será de nós? Nem Chapolin pode ajudar


Talvez eu poético pode

Único meio que não vi silenciar

Vamos aproveitar, enquanto há tempo de gozar


Pois se até da poesia formos privados

Quem dirá a privada

Que nem merda ela pode mais dizer

Em horário nobre,

Mas bunda, divorcio e comemorar ele

Isso pode, pois aliás, pai e mãe não tem mais tempo

Para educar pra vida, já que tem telinha

Que passa vida, ela deve saber educar melhor

Que a vovó Palmirinha.


Mas fica tranquilo, não, não é sua culpa

É nossa.




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Source: Midia Publicitaria



Agora um poema

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