Recentemente tomei conhecimento de um seriado chamado Silicon Valley. Como sou viciado em seriados, passei rapidamente esse para o topo da lista (me pareceu bem interessante). A primeira temporada conta com oito episódios de trinta minutos. Assim, levei no máximo dois dias para assistir a primeira temporada. O mais legal é que o seriado é extremamente irônico, sarcástico e crítico.
Analisando friamente, estamos tentando copiar o empreendedorismo americano (às vezes sem adaptá-lo a nossa realidade e cultura) e, de certa maneira, já começamos a enfrentar problemas semelhantes aos que eles enfrentaram no passado.
Quando algo como o empreendedorismo vira moda, a garotada fica ludibriada pelo glamour e foca apenas em fazer coisas tidas como legais e ‘hype’. Será que precisamos de outro app de balada, de azaração ou mais uma rede social? – Lá fora esse glamour está tão forte que alguém teve a sacada de fazer uma sátira sobre o assunto.
Ao assistir a primeira temporada do seriado, consegui identificar um Game por trás do empreendedorismo, com personas e fases. Puxando para a nossa realidade e cultura, as personas e fases são as seguintes:
Iniciante - É aquela fase em que a pessoa quer empreender e não sabe por onde começar. Se depara com ferramentas de inovação e planejamento e começa a usá-las para organizar suas ideias. Aprende a fazer um pitch e defender sua ideia. Nessa fase o empreendedor ainda é muito apegado ao produto/serviço que idealizou e, por vezes, não aceita feedback.
Teoria - É aquela fase onde as pessoas leem blogs, livros, aprendem as metodologias, mas nunca, de fato, colocaram a mão na massa. Se a pessoa estaciona nessa fase, geralmente começa a trabalhar em projetos e em movimentos que não são empreendimentos e passam a ensinar apenas a parte teórica do empreendedorismo.
HandsOn - É aquela fase onde as pessoas participaram de eventos, aprenderam as metodologias, ouviram os conselhos dos mentores, botaram para fazer e, às vezes, até receberam premiação. Aqui começa uma seleção natural, pois a maioria não dá continuidade na startup ou ideia trabalhada em tais eventos.
Sabe Tudo - Esse é o estágio mais perigoso de todos. O cara estudou, aprendeu, participou de eventos, colocou a mão na massa e o negócio pegou tração no mercado. Depois de um tempo, acha que não precisa mais fazer cursos, não precisa mais ler ou estudar, arrota toda a sua arrogância por ser convidado a participar de eventos como mentor. E quando fala com os iniciantes, diz o que eles devem fazer, ao invés de instruir e construir o caminho em conjunto.
Validação - É a fase onde o empreendedor obteve tração no mercado, falou com os clientes, coletou feedbacks, fez iterações(pequenas correções) ou pivotou(mudança completa do projeto) até obter uma aceitação maior por parte dos clientes e entregou, de fato, aquilo que se propôs a fazer, de forma que o cliente tenha percebido o valor em seu produto/serviço.
Investimento - É aquela fase onde o empreendedor consegue um aporte para o seu negócio. Nessa fase, o empreendedor precisa lembrar diariamente que terá que devolver o dinheiro para o investidor e fazê-lo ter algum lucro. A pressão aumenta na mesma medida em que o empreendedor percebe que o negócio dele foi ou não validado ou se é ou não escalável. Tem suas vantagens e desvantagens. Cabe ao empreendedor ponderar e decidir se realmente precisa ou não de investimento.
Escalabilidade - Depois de colocar a mão na massa, validar a ideia, o empreendedor descobre se o seu negócio é realmente escalável. Existe um abismo nessa fase. O empreendedor pode ter uma ideia validada, investida e viável, mas isso não quer dizer que ela seja escalável. Se ela não for escalável, não é ecológica, e a longo prazo, pode se tornar apenas um emprego com rótulo diferente. Quando isso acontece, o que sobra é apenas estresse e frustração.
Saída - É aquela fase onde o empreendedor entendeu que um negócio precisa ser validado, ser escalável, receber investimento e ter uma boa estratégia de saída. É nesse estágio em que o empreendedor realmente aprendeu a praticar o desapego. É aqui também que ele pode ser chamado de empreendedor em série: com uma boa estratégia de saída ele deixa a empresa rodando, pega sua bolada e, com tempo e dinheiro, começa a pesquisar um novo produto/serviço para colocar no mercado.
Se identificou com alguma persona ou fase? Se isso é um game, não podemos ficar parados onde estamos, temos que seguir em frente, ir a diante. Que em 2015 você se desafie a continuar no game e avançar ainda mais. Nada menos do que isso interessa.
E ai, aceita o desafio?
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